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Saudades do passado

09:00:00

Hoje é quarta-feira, 31 de maio. Era sempre neste dia que Vila Franca ganhava outro colorido com os estudantes que chegavam à Marinha. As saudades de outros tempos, no artigo de maio 👉 http://bit.ly/2fiO1tE da vereadora do PSD de Vila Franca de Xira.


Por Helena Pereira de Jesus*


Recordo como à quarta-feira os marinheiros vinham à cidade dando um colorido diferente à vila. Pareciam dias de festa em Vila Franca. Era sempre divertido dividir as ruas com os marujos, que sabiam desbravar a vila como ninguém, explorando a vida noturna da cidade.
Lembro-me bem que a presença da Armada não se limitava aos seus alunos. Muitas vezes, as famílias aproveitavam os dias de licença para virem matar saudades dos seus entes queridos, jantando na cidade, reconfortando o estômago e o coração.
Julgo que, de alguma forma, Vila Franca entrava na Marinha e nos corações de todos os marinheiros. Uns por aqui casaram e ficaram, outros levaram o nome e o amor por Vila Franca a todo o país. Também nós íamos à Marinha. Eu ia lá ter aulas de natação! Tenho várias amigas e amigos que também se deslocavam à Marinha, para ter aulas, para fazer desporto, para várias actividades.
Tudo isto acabou em 2009. Esta ligação que tenho à Marinha e o facto de acreditar na visão política que sempre tivemos de adquirir o espaço para ancorar novas actividades e gerar dinanismo para Vila Franca e Alhandra, levaram-me a votar favoravelmente, e em boa consciência, a aquisição dos terrenos da Marinha pelo município. A Câmara Municipal deve protagonizar a revitalização das cidades e do concelho! A aposta na revitalização das cidades deve ser liderada e promovida ativamente pela autarquia que deve ter um papel real, efetivo, não se limitando ao lançamento de “medidas” e “ações de promoção” visando a reabilitação apenas em flyers e outdoors.
Desde o encerramento da Marinha, em 2009, que defen-demos a aquisição destes terrenos, mas o PS só agora reco-nheceu a importância desta questão, e a CDU continua agarrada ao passado, tendo votado contra a aquisição, estando mais uma vez contra a revita-lização de uma zona que irá evitar que Vila Franca e Alhandra continuem a definhar como temos assistido. Temos no concelho muitas áreas industriais e urbanas obsoletas ou em declínio com localizações de excelência para protagonizar novas dinâmicas económicas e sociais, e ancorar projetos estratégicos. Aqui, a Câmara Municipal pode e deve ter a iniciativa!
Espero que um dia as minhas filhas possam ver a cidade como a conheci, com vida e energia, com saúde e dinamismo. É para isso que trabalho enquanto vereadora!


*vereadora do PSD e cronista na gira



#opinião #crónica #candidataàpresidência #psd

Adeus Mário Soares

08:00:00


Faz hoje precisamente três meses que Mario Soares faleceu. O fundador do PS tinha 92 anos de idade. O antigo presidente da República deixou um dos maiores legados históricos do país. Maria da Luz Rosinha escreveu na gira sobre o assunto.

Por Maria da Luz Rosinha*

Mário Soares partiu, mas só fisicamente, o seu nome e o seu percurso, cruzam-se com a história de Portugal, dos últimos cinquenta anos e nela ficará gravado o seu nome, de forma que não será apagado. Figura nem sempre unânime é certo, mas quem sendo interventivo, como Soares o foi, conseguirá algum dia o acordo total das pessoas?
A verdade é que o seu legado de liberdade e Democracia a todos os Portugueses toca no momento da despedida. A ele se devem momentos marcantes da vida dos portugueses pós vinte cinco de abril, a ele se devem as bases das políticas sociais, as primeiras reformas, a adesão de Portugal à comunidade económica europeia e a coragem de sempre, sempre fazer ouvir a sua voz em defesa de causas que pelo facto de tomar posição por antecipação, quase o deixavam só.
Mário Soares partiu, mas só fisicamente, porque o que conquistou para nós em todos os passos da sua vida politica fica para a nossa história que as gerações mais jovens, terão a oportunidade de aprender a conhecer. Foi muito visível a relação que estabeleceu com as gerações que viveram o vinte cinco de abril, mas foi surpreendente a presença em todos os momentos de muitos e muitos jovens, individualmente ou em família, com bebés ao colo. Fizeram questão de estar presentes. Emocionou-me um jovem com 12 anos, que sozinho, escreveu… Obrigada Mário Soares por tudo o que nos conseguiste até agora...
A primeira vez que nos encontrámos com Mário Soares, foi em Alhandra, pós 25 de Abril, na Sociedade Euterpe Alhandrense, que se revelou pequena para acolher tanta e tanta gente que queria ouvir e ser arrastada pelo entusiasmo, daquele a quem chamamos hoje Pai da Liberdade!
Voltou muitas vezes e sempre com a mesma convicção e determinação de encantar e convencer, sempre defendendo os direitos, desde logo dos mais necessitados.
Esta é a sua história de vida e o garante de que os princípios não se perderão, porque a LIBERDADE e a DEMOCRACIA estão gravados no sangue dos Portugueses.

Vila Franca de Xira, 11 de janeiro de 2017

*deputado do PS e cronista na gira

Um concelho com futuro

09:00:00


O varino Liberdade regressou ao Tejo no dia 22 e efetua este domingo, 30 de abril, mais um passeio programado. desta feita aos mouchões. É um dos investimentos da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira para trazer mais visitantes à região. O presidente do município acredita que o concelho está na senda do futuro.

Por Alberto Mesquita*

Valorizar o concelho de Vila Franca de Xira, as suas gentes e a sua cultura é o que me proponho todos os dias, visando sempre um futuro e qualidade de vida melhores para todos os que aqui habitam, trabalham ou nos visitam.
Todos os dias nos deparamos com obstáculos a transpor e o futuro vai continuar a desafiar-nos. Com a ajuda de fundos comunitários, há um conjunto de apostas na área da requalificação urbana ambientalmente sustentável que queremos implementar, de que destaco três: reabilitar a estrada nacional 10, entre Alverca do Ribatejo e a Póvoa de Santa Iria, com opções pedonais e cicláveis; implementar, em todo o concelho, uma rede de ciclovias, ribeirinha e urbana, até aos 100 km; e consolidar espaços públicos verdes e de lazer.
Com verbas municipais pretendemos ainda criar uma nova oportunidade de crescimento, vitalidade e dinamismo no coração do concelho, entre Vila Franca de Xira e Alhandra, com a aquisição dos espaços da antiga Marinha e dos terrenos da antiga Cimianto. O estudo que temos prevê novos espaços de serviços, comércio, lazer, desporto e alguma habitação. Estimularemos ainda a instalação de alguns cursos de ensino superior, junto de universidades. Estou confiante de que é uma aposta na revitalização de uma zona muito importante do município, que urgia resolver.
No mês de abril que se avizinha, temos várias propostas na área do lazer e cultura. Depois de vários meses numa grande intervenção de manutenção, está de volta o nosso barco varino “Liberdade”, para novas visitas e passeios memoráveis no Tejo.
A “Cartoon Xira” está também de regresso, a partir de 22 de abril, no “Celeiro da Patriarcal”, em Vila Franca de Xira. Para além dos talentosos portugueses que trazem a retrospetiva do ano que passou, esta edição tem um convidado internacional dos mais renomeados a nível mundial: o argentino Quino, autor da BD “Mafalda”. Ironia e sátira em fantásticos desenhos que prometem vários momentos para sorrir. Também na sede do nosso Museu Municipal temos patente uma excelente exposição de Delfim Maya, assinalando os 130 anos do seu nascimento. As peças remetem para o universo ribatejano, que constitui a alma da cultura do nosso território! São, certamente, bons motivos para vir até ao nosso concelho. Seja bem-vindo!

* presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira

O que abril nos deu

08:00:00

Hoje assinala-se mais um aniversário da "revolução dos cravos". João Conceição recorda aqui a importância da data para o país.

Por João Oliveira Pereira Conceição*

A liberdade! A esperança! A oportunidade de construir um país mais justo, um concelho mais plural, uma freguesia mais inclusiva. Estes 43 anos de democracia aprofundaram a forma de relacionamento institucional, de cooperação e trabalho com base na universalidade de funções sociais do estado e dos direitos constitucionais consolidados.
O acesso à educação, à cultura, à saúde, à segurança social, à garantia dos direitos do trabalho e dos trabalhadores, infelizmente hoje menos salvaguardados do que no início. A denúncia e a luta contra atos de discriminação dos cidadãos, pelo seu género, a sua origem, a sua condição social, económica, sexual, religiosa ou política.
A existência de um poder local democrático, com autonomia e independência, onde os cidadãos escolhem por eleição, os seus representantes mais próximos.
Mais de 40 anos depois, surgem novos desafios para as autarquias. Serão estas a alterar, doravante, o relacionamento com base no princípio da subsidiariedade, construindo o país, partindo da proximidade e do conhecimento da realidade concreta do cidadão, compreendendo e agindo de forma mais célere e apropriada aos problemas da população, mas, identificando o nível da administração que está em melhores condições de a exercer com proximidade.
Um processo de descentralização de competências exige a recuperação e a afirmação da autonomia do poder local; exige um panorama claro e sustentado de condições que enquadrem a transferência dessas competências; exige ainda uma política de financiamento com os meios necessários, uma estabilidade de execução e sua previsível evolução, aliada à reposição de condições materiais, organizacionais e humanas. Tratar este processo como se fosse o mesmo que desconcentração ou transferência é iludir a sua distinta natureza.
A descentralização de competências nas autarquias, só servem as populações se implicar o poder de executar mas também, e indispensavelmente, o poder de decidir.
É neste sentido, que nos órgãos locais e nacionais, faremos as nossas propostas!

*autarca da CDU e cronista na gira

#celebraçãonacional #ditaduranuncamais #opovoéquemmaisordena #opinião #crónica

O custo da liberdade

08:00:00


Assinala-se amanhã, terça-feira, 25 de abril, mais um aniversário do fim da ditadura em Portugal. Os valores da democracia e da liberdade estão sempre na ordem do dia. A opinião do diretor da revista gira.

Por António Dias*

Milhões de pessoas morreram ao longo de séculos para hoje teres liberdade e poderes votar. Tudo terá começado com a tomada da Bastilha, a 14 de julho de 1789. O povo insurgiu-se contra o rei absoluto, e de Paris emanou um movimento que definiu, pela primeira vez, os direitos do Homem. Estado após estado, o mundo foi dominado pelos valores da liberdade, igualdade e fraternidade. Porém, com um planeta tão gigante, tem sido difícil implementar esta carta de direi-tos que parecem tão simples e óbvios. Os revés têm sido  constantes. No início e depois em meados do século XX, o planeta foi palco de duas guerras mundiais que aniquilaram gerações, dizimaram povos, destruíram milhões de vidas e famílias. A recuperação foi ligeira: um pouco por todo o globo, ainda há pedaços de territórios onde o ser humano é tratado como um animal irracional e cortam-se sonhos com uma facilidade assustadora. E tudo em direto para o mundo ver. Por vezes, parece tudo irreal. Um enorme pesadelo a que estamos agrilhoados eternamente. Os conflitos tornaram-se tão banais com a globalização dos meios de comunicação social que, por vezes, perdemos a noção de como a paz é frágil. É assustador que partidos extremistas encontrem caminho, alimentados por ódios e desconhecimento pelo passado. Será que nunca aprendemos?
Em Portugal, o clima político é relativamente calmo. É o país dos brandos costumes. No entanto, o descrédito pelos políticos continua a aumentar. Em 1980, 15 por cento dos portugueses ficaram em casa no dia das eleições presidenciais. Já Marcelo Rebelo de Sousa foi eleito com 52 por cento de abstencionistas. Um país com dez milhões de habitantes tem como chefe de estado um presidente escolhido por dois milhões e meio de eleitores. É fácil perceber o desligamento. Para a Assembleia da República o cenário é ainda pior: em 1980 houve uma taxa de abstenção de 14,9 por cento e em 2015 bateu-se o recorde de 43 por cento.
A 25 de abril assinala-se a revolução dos cravos e depois do verão haverá eleições autárquicas. É importante não esquecer os valores da democracia e da liberdade. Votar é um direito mas é sobretudo um dever de respeito por quem sofreu no passado para hoje eu e tu termos esse poder.


#opovoéquemmaisordena #

A revolução dos cravos

09:00:00

Em vésperas de celebrar mais um 25 de abril, a vereadora do PSD e candidata à presidência da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira dá a sua opinião sobre a revolução dos cravos.

Por Helena Pereira de Jesus*

Na primeira vez que nos encontrámos, J. disse-me, levemente comovido, “que, pela primeira vez na sua vida, estava a conversar de ‘igual para igual’ com um vereador ou vereadora. Era a primeira vez que se expressava sem medos, livremente”.
Este episódio passou-se em 2009, no meu gabinete, na época em que estive como vereadora com funções executivas na Câmara Municipal de Vila Franca de Xira. J. traba-lhava há mais de 30 anos na Câmara Municipal, e por isso esta conversa me marcou de tal modo, que a recordo nitidamente. Dizia-me que nunca o aceitaram como colaborador com opinião, nem sequer o ouviam. Contou-me que até à minha tomada de posse, os funcionários e colaboradores do nosso departamento tinham que marcar atendimento com o gabinete de apoio à vereação, para poderem fazer reuniões de trabalho. Simples reuniões de trabalho para despachar assuntos. Era preciso marcar um atendimento! E nesses “atendimentos”, não havia confiança para que os funcionários se pudessem expressar espontaneamente, sem medos.
Quando cheguei à Câmara Municipal, reuni os funcionários dos meus pelouros, e disse-lhes que embora estivesse como vereadora, eramos uma equipa de trabalho, e que para o serviço funcionar, eu precisava mais deles, do que eles precisavam da vereadora. Acabei com as marcações de atendimentos aos funcionários, e abri a porta do meu gabinete, trabalhando sempre de porta aberta, permitindo a todos os que precisassem de resolver assuntos, que o fizessem, com toda a liberdade, de igual para igual, sem medos.
Estamos em abril, mês da liberdade. Costumo dizer às minhas filhas que “a liberdade delas termina quando começam a ofender os direitos dos outros”, e várias vezes lhes conto este episódio, porque me comoveu e chocou como fui encontrar pessoas que trabalhavam na administração pública num clima de medo e opressão. J. não era um caso isolado. Durante o período que estive com funções executivas, e à medida que ia ganhando cumplicidade com os funcionários, estas histórias repetiam-se. Reconheço hoje, que alguma ingenuidade me levou a presumir que as forças políticas que até então teriam governado o município, tratavam todos de igual para igual, sem repressão, num clima de convívio e respeito por todos os funcionários e colaboradores. A realidade que conheci foi outra. Tento passar às minhas filhas que devemos viver de forma a respeitar e melhorar a liberdade dos outros. Pessoalmente, desejo tanto que respeitem a minha liberdade que sou incapaz de não respeitar a dos outros.

*vereadora do PSD e cronista na gira

#opinião #crónica #psd #revolução #crítica

Como perder peso

09:00:00

Com o verão à porta, os dias de praia já espreitam e com eles o receio de parecer demasiado... gordo? Os conselhos de como melhor perder peso, com o nosso especialista no assunto.

Por João Paulo Canas*

Quando pensamos em perder peso temos de pensar em método. O método deve ser adaptado às características individuais e à condição física do momento. Para além do método, deve olhar para um programa de perda de peso com rigor, no sentido de manter a regularidade no número de minutos que deve treinar por semana e na intensidade com que o deve fazer. Se tiver um plano de treino adequado e se cumprir rigorosamente, quer na regularidade, quer na intensidade, vai atingir resultados. Paralelamente à questão do treino, deve dar uma importância central à sua alimentação. Ter um plano alimentar adequado ao seu quotidiano e às suas necessidades energéticas vai ser um ponto-chave para conseguir dar a volta aos quilos a mais.
Estas duas vertentes, actividade física e  alimentação devem ser consideradas os pilares de um programa de redução de peso consequente e duradouro.

Emagrecer com Saúde
As dietas restritivas e desequilibradas, com poucas proteínas e sem exercício físico têm péssimos resultados em termos de composição corporal. É pior a emenda que o soneto. Por essa razão, as pessoas que fazem apenas dieta dizem que já conseguem vestir um número abaixo, ou mais, de calças, mas que se sentem flácidas. Isto acontece porque foi perdida uma grande quantidade de massa muscular. Nesse sentido é fundamental privilegiar o exercício físico, aliando-o a uma dieta que deve contemplar as proteínas. A Fiquemforma desaconselha uma dieta sem proteínas.
É possível ter uma alimentação saudável, praticar exercício físico e ainda assim ter altos níveis de vitalidade e energia.

*instrutor e cronista na gira

Venha as coisas boas da vida

08:00:00

Alexandra de Jesus a nossa cronista de moda esteve na última ModaLisboa. Com a primavera em pleno e o verão a caminho, ela traça as tendência para os próximos tempos.

Por Alexandra de Jesus*

Passou a moda, entram as chuvas. Será? A Moda Lisboa nesta primavera mudou o registo. Deixou de ser no sítio do costume para se realizar no Centro Cultural de Belém. Achei bem. Achei mal. O local foi bem escolhido por ser um sítio charmoso e cultural na capital. A parte do social estava ótima e com alta pinta e frescura. Em contrapartida, o espaço dos desfiles foi muito mal "esgalhado". A não repetir. Digo eu... Umas enormes filas para entrar e bancadas mínimas para quem queria ver e ser visto. Mas as tendências continuam: ter pinta, ter personalidade, ter atitude. Sempre! Como se consegue? Com uma boa auto-estima, um bom soninho e autoconhecimento do nosso corpinho. Folhos! Muitos folhos! Folhos aos molhos! Como todas as tendências que chegam sem pedir licença. Cansam! Basta-nos uma peça para mostrarmos ao mundo que estamos atentas.
Misturar padrões já é mais diversificado e específico mas também não é para todas. Há que perceber as peças. Tudo dá com tudo e nada dá com tudo. Até o comprimento da saia pode mudar a bijouteria que usas.
Abril, águas mil ultrapassado! Venha a praia, venha o stress da compra do biquini (ou não) ou apenas a confirmação que nos ficam bem os do ano passado ou se compramos aquele triquini "discreto" que nos faz sentir sexys para superar os biquinis meios simples. Que ninguém nos liga (como se fosse por aí). Começam as minisaias, não é o meu caso que as uso todo o ano (obrigada ao universo por raramente me dar uma pitada de frio). Venham os prazeres da época. Venha a havaiana. Venham novas conquistas. Venham novos espaços. Venha sempre o amor. Sem ele não fazemos nada por aqui. Venha a chuva: de coisas boas com ou sem amêndoas.

*artista plástica e cronista na gira

#moda #tuéquefazesoteuestilo #opinião #crónica #vilafrancadexira

Quem tem medo do lobo mau?

09:00:00

As férias da páscoa terminaram e regressam as aulas. O dilema das atividades extracurriculares e de ocupação dos tempos livres dos mais novos visto pelo prisma da nossa psicóloga.

Por Guida Alves*

O lobo mau faz parte integrante das histórias infantis, como uma figura que se carateriza por ser maldosa mas também subtil. É sobre a subtileza ou a matreirice a que os nossos filhos poderão estar expostos em determinados contextos que vos escrevo. Cada vez mais é conhecida a importância das atividades extracurriculares no quotidiano das crianças. Grande parte assume um papel preponderante na formação do indivíduo. A escolha ou aceitação por parte dos pais das atividades extra-escolares estão muitas vezes condicionadas por diferentes fatores, como o tempo de permanência ou o custo. Exemplo de uma atividade de grupo com custos muito pouco relevantes, mas que implica  pernoita é a desenvolvida pelos  escoteiros. A fraca adesão por parte dos pais na colocação dos filhos no escotismo, para além das convicções religiosas de cada um, está em muitos casos condicionada pelo facto de os filhos terem as saídas de campo. Porém, as crianças que frequentam os escoteiros brincam, fazem amigos e aprendem conceitos importantes tais como o do respeito pelo próximo e a importância do trabalho em grupo. Entre acampamentos e outras aventuras ao ar livre, a criança aprende através da brincadeira. O contacto com a natureza é estimulado e há um sério contributo com tudo isto para a  construção da personalidade da criança. Será importante, também, referir uma outra mais valia, o facto de os  pais envolverem-se nas actividades e ajudarem na administração e organização dos grupos.
A não adesão por parte dos pais à frequência de atividades de grupo pelos filhos, deve-se, sobretudo, a uma sensação de insegurança face à ideia da perda do controle sobre os mesmos, acabando por  dar preferência ao estar em casa em frente a um computador. Ora, esta circunstância representa, sem dúvida, um risco muito maior do que uma pernoita numa saída de campo dos escoteiros. Lembro-me de uma mãe (cuja filha acompanhei em consultas de psicologia) que resistia veementemente à perspetiva  de incluir a filha de oito anos, em qualquer atividade de grupo, fora do contexto escolar, por sentir que a mesma podia representar uma ameaça ao seu saudável desenvolvimento. Não obstante,  deixava a filha horas a fio frente ao televisor sem a supervisão de um adulto.
Não estará o “lobo mau” com a sua matreirice e subtileza mais presente num ecrã de televisão, telemóvel ou computador sem o controlo e a supervisão parental, do que num acampamento de escoteiros ou qualquer outra actividade grupo? Talvez tenhamos medo do um lobo mau errado.


#opinião #crónica #quemteavisateuamigoé #ideiasquedãoquepensar #psicologia #conselhosdequemsabe

Grooming perfeito

09:00:00

Com a chegada da primavera, os donos dos cães e dos gatos devem tomar alguns cuidados com o “grooming” 🐩 dos seus animais de companhia, cuidados esses que devem ser prolongados até ao final do verão 8|. Os conselhos do nosso especialista em animais 👏.

Por Daniel Gonçalves*

As estações do ano não implicam por si só o corte do pelo, que se torna, manifestamente, uma cultura mais estética e higiénica.
Isto porque a própria natureza encarrega-se de promover biologicamente o equilíbrio de calor no animal, através, nos que a isso obriga, de uma mudança de manto consoante a temperatura.
Contudo, os cuidados com o pelo dos animais são importantes em qualquer altura do ano, sendo que os cães e os gatos vão requerer atenções diferentes consoante o tipo de pelagem. O shampoo de-verá ser bem retirado para não deixar resíduos na pele. É muito importante que fique muito bem seco.
Quanto aos gatos, não precisam de banho – basta escovar para retirar o pelo velho e alguma sujidade, podendo depois usar-se produtos próprios de limpeza a seco.
Durante a primavera, a escovagem é, de facto, importante porque a muda é mais agressiva, já que se irá soltar o manto de Inverno. É, também, nessa altura que aparecem alguns parasitas menos desejáveis, de forma que a escovagem ajuda a identificar esses pro-blemas.
As unhas são um elemento particular a ter em atenção, já que tem que se saber identificar onde acaba o sabugo para não ferir o animal. Esta condição varia de animal para animal e pode ser facilitada pela cor das unhas.
O ângulo de corte deverá ser a 45 graus e deve ser usado um alicate específico para o efeito.
A limpeza dos ouvidos deve ser feita com re-gularidade.
Se o animal tiver, naturalmente, pelos no interior do canal auditivo, estes deverão ser removidos para melhorar o arejamento, diminuir odores e ajudar na expulsão de sujidade. “Não se deve introduzir nenhum tipo de objectos dentro do ouvido do animal.
Apenas limpar com algodão, embebido numa solução específica, o pavilhão exterior e usar produto de limpeza auricular no ouvido, que irá desagregar a sujidade agarrada
e será expelida com o sacudir da cabeça”.
Além destes simples cuidados, que permitem manter o bem-estar e saúde do seu cão ou gato durante a nova estação, existem outras medidas às quais deve tomar atenção, tais como certificar-se que a vacinação dos animais está em dia, aplicar remédio contra pulgas e carraças (que se proliferam rapidamente no calor) e passear apenas em horários com temperaturas amenas.
Assim, o seu amiguinho de quatro patas poderá aproveitar, da melhor forma, estes dias mais longos e solarengos.

*gerente de O Koala e cronista na gira

#quemteavisateuamigoé #conselhosdequemsabe #opinião #crónica #pets #elessãoosnossosmelhoresamigos

Sala d'Espelhos

09:00:00


Aos fins de semana, diversas coletividades organizam bailes 💃 de convívio. É o caso dos Bombeiros Vila Franca de Xira ou da Sociedade Filarmónica Recreio Alverquense. E neste fim de semana da Páscoa, o ritmo ganha outro folgor. Eventos que perderam o ânimo de outrora. O nosso estoriador olha para o passado e recorda os bons velhos tempos.


Por David Fernandes Silva*


Chegada a Primavera, não haveria sociedade recreativa ou colectividade, do mais popular ao mais elitista, em que não ecoasse o velho clássico: “A menina dança?” 👫
Significava isto que o associativismo (antes dos espaços de “comércio”, como as “discotecas”) promovia o sincretismo entre a arte e a socialização, por meio da dança. Uma das grandes vantagens era o facto do contexto não ser “guetizado”, porque toda a gente (até os pés de chumbo), dos 10 aos 100 anos, dançavam. Até os hoje pomposamente chamados “diálogos intergeracionais” ocorriam em contexto de baile, pois os mais velhos, a propósito da dança, passavam aos mais novos um conjunto de ensinamentos de desenvolvimento pessoal e social, (saber estar, saber conversar e até saber tocar… - note-se que fomos desaprendendo o toque, até na dança…)
Fosse nos bailes do “Zé Miranda”, do Ateneu (em Vila Franca) ou da Sociedade (em Alhandra), por ocasião de um “Baile da Pinhata”, um “Baile de Primavera” ou um “Baile da Chita”, as salas engalanavam-se e enchiam-se, porque a dança era um encontro das pessoas, da vida, da arte, dos corpos… aí se mostravam passos arrojados, se davam a conhecer as bandas, se abriam à idade adulta os jovens e claro que havia namoros e romances tórridos, como aquele entre um filho-família e uma corista do Parque Mayer, que gerou uma polémica enorme nos puritanos anos 1940, em Vila Franca, nascido num chique baile de debutantes, no Clube Vilafranquense. Apesar de hoje, em casos esporádicos, ainda haver nas colectividades alguns bailes, é uma pena que o mais notável salão de baile de Vila Franca, o tal do Clube, sirva para todo o género de eventos, mas ainda não tenha apresentado uma festa destinada a redotar aquela notável “Sala d’Espelhos” de um grande baile capaz de fazer, de novo, ecoar o glamour dos bailes de Vila Franca.
Não sou um saudosista – seria tonto se não achasse maravilhosas tantas coisas deste nosso presente – e sei que longe vai, é certo, o tempo dos ósculos frementes em mão enluvadas, de danças apontadas em cadernos e linguagem de leques, com que se faziam romances… mas reconheço que “desaprendemos” de nos ligar a dançar (nos bares dança-se sozinho e/ou desagarrado – a menos que o copo na mão conte como companhia - e o som é tão intenso que é impossível conversar…). Acho que é tempo de voltar a desenrolar a passadeira vermelha, acender os candelabros e deslizarmos, como deuses, naquela Sala d’Espelhos… Quem me acompanha?

*estoriador e cronista na gira


#atradiçãojánãoéoqueera #opinião #crónica #históriascomvida #revistagira #estaterraégira 💝 #valorizaropassado

A época das alergias

09:00:00


Já é abril e estamos em plena primavera. Uma dor de cabeça para quem sofre de problemas alérgicos. Os conslehos da nossa farmacêutica.

Por Sonia Teles*

A reação alérgica consiste na hipersensibilidade do sistema imunitário pelo contacto com substâncias normais do dia a dia. Nesta altura do ano aumentam os casos de alergias devido aos polens. A razão pela qual só algumas pessoas têm estas reações ainda é pouco claro. A OMS estima que estas patologias afectem 30 a 40 por cento da população mundial. Em Portugal, segundo a DGS, há cerca de dois milhões de pessoas com sintomas alérgicos. O estilo de vida actual, a poluição, as alterações ambientais e alimentares parecem estar na origem destes problemas. A má utilização dos antibióticos, de que já falámos antes, também parece comprometer o desempenho do sistema imunitário.
Os sintomas variam consoante o orgão mais afectado. Os mais frequentes são nariz congestionado, comichão, espirros e corrimento nasal e a conjuntivite alérgica cujos sintomas são inchaço, vermelhidão e comichão de ambos os olhos. A abordagem pode ser preventiva e curativa quando necessário. A nível preventivo é importante diminuir o contacto com os alérgenos. Por exemplo, nos dias de maior concentração de pólens não se deve estar muito tempo no exterior evitando exercício físico ao ar livre. A limpeza regular das fossas nasais, com soro fisiológico ou água do mar, é uma boa medida para eliminar os alérgenos que possam lá estar.
Quando as medidas preventivas forem insuficientes, e se os sintomas forem ligeiros, pode-se procurar aconselhamento farmacêutico no sentido de tomar o anti-histamínico oral e/ou local mais adequado. Se os sintomas se agravarem pode ser necessário recorrer ao médico. Boa primavera com poucos espirros.

*farmacêutica e cronista na gira

#conselhosdequemsabe #opinião #crónica #todoocuidadoépouco #quemteavisateuamigoé Farmácia Moderna - Vila Franca de Xira

Eles têm diques e nós alambiques

08:00:00


Jeroen Dijsselbloem disse mais de Portugal. Disse que gastamos o dinheiro todo da Europa em cervejas 🍻 e mulheres 💃. Os Do Avesso dizem o que pensam sobre o assunto. E, já agora, mais logo, às 18h01, dá um pulo ao fórum cultural da Chasa para os ver em ação. Vais ser de partir o côco a rir 😂.

Por Do Avesso*

Tentamos, tentamos, tentamos várias vezes dizer este nome que anda nas bocas da Europa mas confessamos que não conseguimos. Juntamo-nos à mesa com amigos e voltamos a tentar soletrar o nome. Tarefa difícil. Secámos a garganta, secámos as cordas vocais e foi então que decidimos pedir uns copos para lubrificar o aparelho vocal. Bebemos um copo, a seguir outro, já agora mais um que dois é pouco até que conseguimos, finalmente, dizer algo parecido com: Jeroen Dijsselbloem.
Já quentes, aproveitando para abordar este tema, vem à ideia uma verdadeira reflexão sobre o caso. Descobrimos que realmente este holandês com um registo de cidadania complicado de soletrar, sem antes beber um bidão de aguardente, tem toda a razão. Agora não conseguimos é compreender que culpa temos nós de estar à beira-mar plantados, de ter um sol magnífico, de ter as mulheres mais quentes da Europa, a cerveja mais gaseificada da Europa, o vinho mais envelhecido da Europa, a melhor gastronomia da Europa e inclusivamente a melhor aguardente da Europa. Isso toca-nos no goto porque estamos a falar do povo lusitano, esse que nunca precisou de ninguém para dizer o que é ser bom vivam. Como também somos bons anfitriões, desde já fica o convite para os senhores do norte da Europa virem passar umas boas férias nas bandas do sul, beber uns copos numa esplanada de praia servidos por uma beldade latina. Basicamente, no fundo, é isto. Tipo!

*grupo de teatro de improviso e colaboradores da gira

#opinião #crónica #humor #rirfazbemaocoração #gentedanossaterra #talento