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Cuidados a ter antes da corrida

09:00:00

Começou ontem a primavera e os parques e jardins enchem-se de corredores. Os ginásios aumentam as inscrições. Tudo para preparar o corpo para o verão. E também porque o clima puxa à prática de exercício outdoor. Porém, ninguém deve iniciar uma corrida regular sem perceber algumas coisas antes. Os conselhos do nosso instrutor.

Por David Inácio*

Nos últimos anos verificou-se um aumento substancial do número de pessoas que aderiram à corrida e à caminhada.
No momento actual verifica-se uma maior valorização dos hábitos de vida saudável, proliferam as competições de atletismo que englobam a corrida e a caminhada e foram criados e desenvolvidos grupos de corrida, um pouco por todo o país, o que consideramos muito positivo.
A informalidade em que decorrem os treinos e as competições leva a que um elevado número de pessoas se iniciem na corrida sem nenhuma avaliação médica, ou prescrição de treino, situação que acarreta alguns riscos.
Existem vários métodos para treinar corrida. Numa fase de iniciação, a marcha vai permitir que o indivíduo que se adapte a esforços mais longos e vai promover um controlo no impacto nos sistemas osteoarticulares, ao nível dos joelhos, tornozelos e costas. Um bom método para esta fase de iniciação será alternar períodos de corrida com períodos de marcha, aumentado assim a duração do trabalho cardiovascular. Numa perspetiva de progressão, o praticante deverá ir encurtando os períodos de marcha até que estes desapareçam por completo, dando lugar à tradicional corrida contínua uniforme. Para indivíduos que conseguem realizar corrida contínua de maior duração (pelo menos 30 minutos), podem integrar no seu plano outros métodos de treino como o fartleck, corrida contínua variada, com períodos de tempo em que se aumenta a intensidade e outros onde se diminui para que haja recuperação; treino intervalado na pista, tendo como referência distâncias de trabalho que são realizadas por séries/repetições, por exemplo, 10x400m com intervalo que não permita a recuperação completa; treino de rampas, um método que permite também trabalhar a força. Todos estes métodos vão permitir aumentar o VO2 máximo (capacidade do indivíduo captar oxigénio.

*instrutor da Fiquemforma e cronista na gira

#quemteavisateuamigoé #conselhosdequemsabe #passeiribeirinho #aprimaverachegou #correrfazbemaocorpo

Basta um compromisso

20:57:00

Por Paula Martins*
Já fizeram o balanço do ano que chegou ao fim? Como foi 2016? Conseguiram concretizar todos os compromissos que assumiram na última passagem de ano? Provavelmente nem tudo, certo? É que é mesmo difícil assumir toda a responsabilidade quando: propomo-nos, de um dia para o outro, a começar a ir ao ginásio, pelo menos quatro vezes por semana; propomo-nos a deixar de consumir todo e qualquer tipo de açúcar; propomo-nos a não tocar em fritos nem gorduras de alguma espécie nunca mais; para além das outras promessas que se repetem anualmente, como combinar jantares de amigos uma vez por semana, sair a noite uma vez por mês, viajar mais, ler mais...! É muita promessa junta.
Nas sessões de nutricoaching trabalhamos essa questão, aprendemos a fazer escolhas em consciência, a escolher só aquilo com que nos podemos comprometer e evitar futuras frustrações. Nas dietas, que muitas vezes têm início num ano que começa, há pressa e urgência em se ser perfeito. Os níveis de motivação estão e-levados, o que faz com que as pessoas sejam conduzidas para mudanças drásticas e radicais e consequentemente difíceis de executar, sendo que, assim que a motivação diminui (o que acontece mais cedo ou mais tarde), o cumprimento destes planos passa de difícil a impossível. Escolha algo em que possa melhorar, mantenha o seu foco aí, não se desconcentre com outras promessas, e faça dessa mudança algo consistente, em que não se dá oportunidade de falhar. Comprometa-se com as caminhadas ao fim-de-semana, ou com o iogurte em vez do bolinho ao lanche, ou até em trocar o elevador pelas escadas. Tente escolher uma e só uma para começar! Depois dessa, então está apto para continuar! Vamos fazer de 2017 um ano diferente?!
*é nutricionista, nutricoach e responsável pela Nutrisaber. Saiba mais aqui.

Fazer contas à vida

00:34:00

Mais um ano que chega ao fim e as promessas de renovar, parar, descansar, olhar para trás e para a frente. 2017 tem que ser melhor que 2016, certo? Há um sentimento de cautela, sem dúvida, mas o cenário, parece-nos, nem é tão grave como no passado, embora estejam previstos aumentos em muita coisa. É de esperar. Mas há que ter esperança. É impossível resumir aqui as mudanças que nos esperam para os próximos 12 meses mas, no geral, há uma tendência para o "desapertar do cinto". Os escalões do IRS vão ser atualizados em linha com a inflação prevista. A sobretaxa vai acabar para a maioria dos portugueses, embora o processo seja gradual: quanto mais se ganha, para mais tarde está agendado o fim. As pensões vão se manter pobrezinhas mas as mais baixas terão atualizações extra. Ainda assim, com muitas exceções. Os funcionários públicos vão receber 50 por cento do subsídio de Natal em novembro e os restantes serão pagos em duodécimos. O mesmo para os pensionistas da Segurança Social. O subsídio de alimentação aumenta 25 cêntimos e mais 25 cêntimos a partir de agosto. Também irá aumentar o abono de família e regressa o quarto escalão. Outra boa notícia é que os manuais escolares vão ser à borla no primeiro ciclo. As despesas das cantinas escolares e dos transportes escolares poderão ser incluídas nas deduções à coleta de IRS. Também será possível deduzir a totalidade do IVA do passe social mensal. E é importante lembrar que será atribuído um desconto de 25 por cento na assinatura mensal para estudantes universitários até aos 23 anos. A medida mais polémica é a do aumento de IMI para imóveis a partir dos 600 mil euros e com "determinadas caraterísticas", como ter vista desafogada. Depois há os habituais aumentos de preços na eletricidade, que deverão rondar os 1,5 por cento. O mesmo valor para os transportes públicos, a água e telecomunicações que, para já, não falaram em aumentos. E será aplicado um novo imposto sobre os refrigerantes, de 15 a 30 cêntimos numa garrafa de litro e meio. O tabaco também deverá custar mais cinco cêntimos por maço. E isto é apenas um resumo. Qual o balanço disto tudo? Bom, não vale a pena conjeturar, criticar ou aborrecermo-nos. Para quê? Portugal está a sair de um poço bem fundo e há que ir com imensa cautela. O segredo é nunca gastar mais do que aquilo que se tem. É repetir isto mil vezes.