Mostrar mensagens com a etiqueta crianças. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta crianças. Mostrar todas as mensagens

Teatro de borla em Vialonga

19:42:00

Continua no próximo fim de semana a 1°Amostra Teatro De Vialonga​ 🎭 organizada pelo Vialonga Em Movimento aka VEM​. Todos os sábados, às 16h, há uma história para animar os nossos corações 💞. Este sábado, a Casa Do Povo Vialonga​ recebe o grupo de teatro do Grémio Dramático Povoense​ ☺ com a peça "Arabescos" 💓. Uma história de encantar para crianças dos 3 aos 99 anos de idade, baseada em contos do médio oriente. As entradas são gratuitas, por isso é só aparecer 👏! #sóficaemcasaquemquer :P #sugestõesgirasdagira #vialongarules #estaterraégira

O que fazer com os miúdos?

09:29:00

É sempre um problema. Os pais trabalham e as crianças estão de férias. “O que fazer com elas?” A pensar nesse dilema, a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira agendou um programa de atividades para meninos e meninas até aos 12 anos e que irão decorrer nas diversas bibliotecas do município, entre os dias 20 e 22 de dezembro. Na Fábrica das Palavras, haverá leitura de contos de natal e produção de trabalhos manuais e as atividades começam às 14h. Na estrutura situada na Quinta da Piedade, na Póvoa de Santa Iria, há um programa preenchido de manhã e de tarde, com dramatização de histórias infantis, construção de bonecos e produção de objetos decorativos de natal. A biblioteca de Alverca promete levar as crianças a viajar pelo mundo, com leitura e interpretação de contos internacionais, dando a conhecer as tradições de outras parte do globo. Aqui as atividades serão à tarde. Já em Vialonga serão de manhã e incluem leitura de contos e trabalhos manuais a partir de materiais reciclados.
Toda a programação para ler aqui.

A auto-estima nas crianças

16:58:00

Desde muito cedo que a educação e os valores que transmitimos aos nossos filhos têm um papel fulcral no desenvolvimento da sua personalidade, identidade e… auto estima!
A auto estima é um conceito multidimensional, que engloba três componentes: o afetivo, o cognitivo e o de conduta – que estão intimamente ligados (a alteração de um implica a modificação de outros). No fundo, a auto estima, que se complexifica e diversifica à medida que a criança se vai desenvolvendo, reflete-se no que se sente, no que se pensa e idealiza e no que se faz.
Mas como é que uma criança pode ou não ter uma elevada auto estima? Como é que ela pode gostar mais dela própria? E como é que os pais podem ajudar neste contexto?
Primeiro que tudo, a forma como os pais educam a criança é fulcral, pois estes são os “modelos” que os filhos têm e onde aprendem, de acordo com o que observam, ouvem e falam. Os pais têm um papel activo, desde logo, na construção de uma auto-imagem positiva ao encorajarem o bebé a desempenhar algumas tarefas sozinho. E daí surge a auto confiança. A criança acredita que é capaz sozinha e que, também ela, consegue fazer as coisas… E bem feitas! Mas, mais uma vez, os pais são decisivos. O encorajar, o recompensar, o elogiar e, também, o impôr limites e regras são bases necessárias para um desenvolvimento desta auto confiança e, simultaneamente, de uma elevada auto estima. Mas também é fulcral que se fale dos erros. Que todos nós erramos e que isso é totalmente aceitável e uma nova descoberta de nós próprios. A criança não verá, então, o erro como uma limitação, mas sim como uma forma de persistência, em que os insucessos se transformam em novas oportunidades e aprendizagens.
Além de tudo isto, uma estabilidade familiar é essencial. Uma boa relação familiar transmitirá uma segurança emocional fundamental ao desenvolvimento da criança. O estilo educativo que os pais adotam também interfere (e muito) – nem muito autoritarismo, nem uma excessiva liberdade.
Quando a criança começa a crescer, depara-se com uma série de questões interiores, nomeadamente “Quem sou eu?”; “Como é que eu sou?”; “Qual é a importância das coisas para mim?”. E é aqui que o desenvolvimento de uma autoestima positiva ganha particular importância, ao constituir-se como dimensão básica para a plena realização da criança, com estreita ligação com um sentido de segurança, de identidade, de pertença, de objetivos e de competência. A criança com autoestima positiva age com independência e enfrenta novos desafios com entusiasmo e confiança. E a auto estima positiva é fundamental para uma vida saudável. Sim, a auto estima consegue interferir com toda a vida de uma criança; estando a baixa auto estima associada à depressão e ansiedade.
E, como pais, o que deve fazer para que a criança tenha uma elevada auto estima?

1) Demonstre interesse pelas atividades do seu filho – seja na escola, em casa, nas brincadeiras, etc. Isso vai demonstrar ao seu filho que tem interesse pelas suas coisas, transmitindo-lhe confiança e segurança;
2) Seja tolerante, compreensivo e fale! Fale muito com o seu filho. Perceba as suas emoções – alegrias, medos, tristezas,… E ajude-o a ultrapassar isso!;
3) Demonstre sempre ao seu filho que confia nele e que acredita nas suas capacidades . Por vezes, alguns pais desencorajam os filhos, com comentários mais negativistas (e muitas vezes nem o fazem de forma propositada). Esteja atento, elogie e ofereça apoio ao seu filho, quando ele necessitar;
4) Valorize positivamente caraterísticas individuais do seu filho, que sejam menos comuns e que o possam estar a afetar (de alguma forma);
5) Elogie e recompense o seu filho pelos seus êxitos e esforços;
6) Não faça comparações entre o seu filho e outras crianças – cada um é como é e temos de aceitar todas as individualidades específicas e aprender com elas;
7) Perante alguma situação menos boa nunca critique a criança, mas sim a situação – por exemplo: a criança não consegue fazer o puzzle até ao fim. Nunca diga “tu não consegues fazer puzzles” ou “tu não és bom nos puzzles”. Diga antes: “este puzzle é mais difícil que os outros, porque é para os meninos mais crescidos; mas mesmo assim tu conseguiste um bocadinho!”
8) Imponha regras e limites: é fundamental que a criança tenha regras e limites no seu dia a dia. Ela tem de perceber que não pode fazer tudo o que quer e que poderá ouvir a qualquer momento um “não” (quando assim tiver que ser). Dizer que “não” à criança, não é ser mau pai ou má mãe; muito pelo contrário.

Castigar pode ter um efeito perverso

11:56:00



“Mas porque é que ele é assim?” Esta é, talvez, uma das perguntas mais frequentes quando ralhamos com os nossos filhos. Porque se deitou no chão a chorar; fez uma birra de sono; ficou com cara de caso; bateu num colega sem razão aparente; e por aí fora. O problema é sempre complexo e tem raízes profundas: a escola onde anda, os amigos que tem, o que vê na televisão, o que ouve na rua, a educação dos pais, claro, e, sobretudo, o que se passa no cérebro da criança. O progresso científico nas neurociências está a desvendar alguns dos segredos da mente humana e as descobertas podem ser uma preciosa ajuda na hora de determinar qual o melhor passo a dar. Há cada vez mais investigadores a dar pistas e livros que ajudam a encontrar respostas. “O Que se Passa na Cabeça do Meu Filho?”,da autoria de Cristina Valente, é uma dessas ferramentas que aqui aconselho. Como o próprio subtítulo refere, este é um guia para entender os comportamentos de oposição, decifrar silêncios e aprender a comunicar com jovens. “Os adultos precisam de perceber que há competências cognitivas ausentes nos mais novos. A visão de um pai para uma determinada situação é completamente diferente da de um filho ou filha”, explicou-me a psicóloga numa entrevista que me concedeu recentemente. A principal mensagem é deixar de lado os castigos e as ideias preconcebidas. “Educar com base nos castigos e nas recompensas é perverso. Ele pressupõe uma supervisão constante e ao fazê-lo estamos a criar um ‘animal treinado’. Se quero educar um ser livre não posso dizer que há algo externo a avaliar o seu desempenho”, avisou. “O dia tem 24 horas e dentro dele cabem inúmeros eventos, positivos e negativos, e, na maioria das vezes, focamo-nos nas borradas que eles fazem. Ora, no futuro, se ele ou ela quiser chamar a atenção sabe que ao cometer o mesmo erro, poderá ser o centro das atenções”, advertiu. Numa esplanada, em Oeiras, com o sol a bater-lhe no rosto, Cristina Valente sorri e aponta o caminho. “Se ele ou ela recebeu uma negativa numa disciplina, pode-se relativizar e dizer: ‘ok, tiveste uma má nota mas ao menos divertes-te com os teus amigos? És feliz na escola? Achas que consegues melhorar?’ é uma forma de olhar para o problema, de um prisma diferente”. E o primeiro passo, disse-me ela, é falar sempre depois do evento. “Elas só apreendem a mensagem quando as conseguimos acalmar. Depois, em vez de ralhar é preciso usar poucas palavras e explicar as consequências dos seus atos. Isso tem melhor resultado a longo prazo”, garantiu-me. O curioso do livro é que, feitas as contas, concluiu-se que é na cabeça dos pais que está o problema. “Por exemplo, estamos numa esplanada com amigos e os filhos estão ao nosso lado e queixamo-nos que não temos dinheiro para nada. Ele vai assumir aquela mensagem de uma forma literal e presumir que a família nem um cêntimo tem! É preciso ter cuidado com aquilo que transmitimos. Porque é esta discrepância entre os cérebros dos adultos e das crianças que explica as nossas guerras e angústias no dia a dia”, advertiu Cristina Valente. E ela tem imensa razão! Eu acredito que precisamos de mudar a forma como educamos os mais novos. Cometemos erros, muitas vezes, inconscientemente. O mundo está a mudar à velocidade da luz! O cérebro é o resultado de uma adaptação de milhões de anos, de tempos em que não existiam o facebook, a internet, a televisão, os jogos de computador, entre outros. Por isso, acho que perante uma sociedade em transformação constante é importante respirar fundo, pensar e só depois agir. E para ajudar a raciocinar está aqui este livro da Cristina Valente. Ufa! Haja alguém que ajude, certo?